domingo, 15 de setembro de 2013

FULLPOWER - VW Fusca – Inspiração dos anos 60.

VW Fusca – Inspiração dos anos 60.

Alemão com espírito americano. - Para Montar um volkswagen fusca inspirado no passado, empresário faz diversas viagens ao exterior a fim de absorver as modificações. apresentamos, então, um legítimo “resto cal”
MANT9682

Basta uma breve olhada nesse fusca para confirmar que o bom gosto chegou nele e alí se estabeleceu! Lataria, frisos, acabamentos… Pode procurar defeitos ou detalhes o quanto aguentar, pois não vai encontrar. Principal responsável por esse resultado, Anderson Takeda, um dos donos da paulista Restaurakar (especializada em peças e restauração de VW’s a ar), disse que o carro foi um verdadeiro achado: “Elé é um legítimo Fusca alemão e estava guardado na garagem de um amigo. Ficou por ali cerca de 11 anos, até que o convencemos a nos vendê-lo”, lembra. Totalmente desmontado, o carro necessitava de algumas peças. Foi quando Anderson teve uma ideia: montá-lo no melhor estilo Resto Cal, tradicional modificação americana da década de 60.
MANT9703
Em dois anos, a Fuqueta 1964 ganhou todas as características de uma 1961, repleta de componentes europeus e, claro, americanos. Da Alemanha, aliás, veio um vazinho de flor, acessório de época dos Fusca — agora você já sabe de onde surgiu a ideia do porta-flor no painel dos Beetle atuais. Também de lá Anderson conseguiu um raro painel com marcador em km/h e medidor de combustível na mesma peça. “Esse eu digo que é um componente raro. Além de difícil de encontrar, quem tem o comercializa por preços exorbitantes”, afirma. No local onde seria o marcador de combustível, um relógio original informa a hora para o motorista. Ah, e se olhar ao centro do painel, também notará um rádio FM nostálgico, acessório dos Porsche 356.
MANT9805
E a viagem no tempo deste “61” não para por aí… Após um extremo garimpo, Anderson encontrou um volante animal, fabricado pela japonesa Flat4. “Eles confeccionam e distribuem peças da linha VW a ar para toda a Europa e Estados Unidos. Em uma viagem abracei esse modelo, réplica dos utilizados nos Porsche 356”, lembra Anderson, que completa: “Quase tudo nesse VW trouxe de fora. O conta-giros Monster (de 125 mm), todavia, é da nacional Cronomac. Ele é feito com base em alguns dados que eu passei à fabricante, após ver um Fusca nos EUA com um semelhante, montado à mão pelo dono do carro”, conta — tal instrumento pertence à linha Volks. A mala no chiqueirinho (espaço reservado atrás do banco traseiro) também é obra do visual Resto Cal: “Vi muito disso nos encontros, mas não consegui comprar uma mala de época. O jeito foi ‘roubar’ uma da minha mãe”, brinca.
MANT9843
Finalizando as alterações do interior, destaque para as laterais de portas importadas, um teto-solar da nacional Ragtop e um porta-trecos logo à frente da alavanca de câmbio. “Foi mais um acessório que improvisei”, diz Anderson sobre o cesto, customizado por ele. Se você acha que acabou, espere só até ver quanta coisa mudou no exterior desse besouro…
Começando pelos para-choques, oriundos de um besouro de 1960. Dessa versão, aliás, vieram muitas outras peças, como piscas dianteiros e lanternas traseiras. “Essa foi a principal ideia da customização: montá-lo com inspiração em um modelo mais antigo. A pintura também é baseada na versão de 60, assim como o aspecto do interior”, diz Anderson. Outro detalhe do Resto Cal são rodas com pneus mais largos na traseira e dianteiras montadas com eixo encurtado, mais para dentro da carroceria. “Utilizamos rodas Empi, modelo BRM, no aro de 15,5 polegadas. O grande diferencial está na medida dos pneus, sendo 155/60 na dianteira e 205 na traseira”, explica o especialista. Sobre o eixo, ele afirma que foram encurtados em 1,5 centímetros cada lado.
MANT9692
Tão impressionante quanto tudo isso comentado é o capricho empregado na mecânica. Se originalmente ele tinha um 1.200 cilindradas de 6V, hoje exibe um poderoso 1.700 12V, com kit de época conhecido por SP2. Montado pela Concept Car, o motor boxer impressiona principalmente pelo ronco de escape, tão silencioso quanto os carros atuais. O segredo? Um escape 4×1 com abafador Bug Pack, que reduz agradavelmente o ronco dos refrigerados a ar. A mecânica também reserva comando Engle W110 (de 284º) e um carburador central Empi HPMX 40.
Questionado se venderia a joia, Anderson se antecipa: “Ele não tem preço. Nem adianta me mandar propostas, pois o Fusca, pelo menos por enquanto, será showcar da Restaurakar”. Quer vê-lo pessoalmente? Então acelere para o próximo encontro de Volkswagen a ar. E não se esqueça de levar um lenço para enxugar a baba!
MANT9862
Texto: Giuliano Gonçalves
Fotos: João Mantovani

domingo, 8 de setembro de 2013

G1Mogiano já restaurou mais de 70 carros antigos em duas décadas

Brasinca Uirapuru, esportivo brasileiro de 1966 é o próximo desafio.
Encontro de Carros Antigos de Mogi expõe 150 carros neste domingo.

Jamile SantanaDo G1 Mogi das Cruzes e Suzano

O mogiano Ernesto Casarejos já restaurou mais de 70 carros antigos.  (Foto: Jamile Santana/G1)O mogiano Ernesto Casarejos já restaurou mais de 70 carros antigos. (Foto: Jamile Santana/G1)













A paixão por carros antigos começou na infância, mas o mogiano Ernesto Casarejos Castilho, 57 anos começou a expressar o seu amor pelo que chama de “ferrugens” há 20 anos, quando restaurou o primeiro carro. Duas décadas depois, ele se orgulha ao mostrar as crias: dezenas de raridades automobilísticas que voltaram a funcionar por meio de suas mãos, e hoje enchem os olhos do público em exposições ou circulando por aí. Só no Encontro de Carros Antigos no Aruã, em Mogi das Cruzes, dos 150 veículos expostos pelo Clube de Carros Antigos da cidade, 20 foram restaurados pelo mogiano.
Entre os carros restaurados expostos, estavam o Ford 1928 quatro portas e o Ford 1929 Pick Up. “Comecei a restaurar porque tinha vontade de ter carro antigo. Hoje consegui ter alguns, como um Ford 1931 para fazer, um Fuca 66 quase pronto que tem leva a história da minha família porque teve um único dono e um Gordini 1966”.
“Tudo começou com o meu tio, Luiz Casarejos, que restaurava carros. Eu via ele trabalhar quando ainda era moleque, e ficava encantado com o que ele fazia. Os filhos dele não seguiram a tradição, mas eu sempre gostei. Mais tarde, comecei a restaurar e não parei mais”, contou. Atualmente o restaurador trabalha no maior desafio de sua carreira: restaura um Brasinca Uirapuru, esportivo brasileiro fabricado em 1966. Raríssimo, só foram fabricados 60 unidades. Há estimativa de que ainda existam apenas 20. “Nós chamamos de carros vivos.Vai ser um grande desafio trabalhar nesse carro, estou ansioso”, contou.
Outra obra de arte automobilística destacada pelo restaurador é um Aldee 1988, um esportivo brasileiro. Só foram fabricados 14 unidades. “Estou terminando os detalhes do carro e vou entregá-lo a um colecionador de Minas Gerais. Tenho vários clientes de fora, na verdade 70% dos veículos que trabalho são de fora”, detalhou Casarejos.
Relíquias
Entre os veículos esportivos, o Puma 1978 amarelo sempre chama a atenção. “São sete anos com esse carro, era um sonho de infância colecionar. Um carro antigo é um bem invendável e inemprestável”, disse Ricardo Teixeira, fotógrafo.

Idálécio Bispo de Oliveira, também compartilha da opinião. Está há 21 anos com um Ford Del Rey 1986, que tem peças originais e mais de 390 mil quilômetros rodados.
“Ele está perfeito, funciona até o acendedor de cigarros”, brincou.
Celso Ricardo Pereira de Lima e o Fusca 77  (Foto: Jamile Santana/G1)Celso Ricardo Pereira de Lima e o Fusca 77 rosa
(Foto: Jamile Santana/G1)
O auxiliar financeiro Celso Ricardo Pereira de Lima comprou há dois anos um fusca 77. Seria comum, não fosse a cor do fusca: totalmente rosa. “Foi amor à primeira vista. O rosa é exatamente o atrativo do carro”, garantiu.

Premiação
Um dos carros mais raros apresentados durante o evento foi o Chevrolet Fleetmaster, de 1941. Imponente, o carro despertou a curiosidade dos visitantes do evento pela imponência e detalhes na carroceria. Segundo o presidente do clube, Hermes Pinheiro Filho, outro encontro será realizado em Guararema no dia 29 de setembro. “Vamos premiar com um trofeu para os cinco veículos mais raros e um para o mais antigo”, contou.
Chevrolet Fleetmaster 194, considerado raríssimo pelos colecionadores (Foto: Jamile Santana/G1)Chevrolet Fleetmaster 1941, considerado raríssimo pelos colecionadores (Foto: Jamile Santana/G1
)

UOL- Ônibus retrô vira alvo de 'tietagem' nas estradas de São Paulo

Na rodoviária, na estrada e nas paradas nas pequenas cidades, a cena é a mesma. As pessoas se aglomeram e tiram fotos. Muitas. A tietagem é tanta que a viagem chega a atrasar meia hora.
A estrela em questão é um ônibus restaurado da Viação Cometa, o Flecha Azul, um clássico das estradas. Em comemoração aos 65 anos, a empresa restaurou o último modelo, produzido de 1983 a 1999, e fará 65 viagens pelo Brasil até outubro. Antes disso, outros modelos, como o Papo Amarelo, Flecha de Prata e Jumbo, fizeram sucesso.
Na última quinta, a Folha viajou de São Paulo à Franca à bordo do Flecha Azul.
No trajeto de pouco mais de 400 km, o ônibus foi parado quatro vezes por policiais rodoviários. Não era blitz, nem excesso de velocidade.

Flecha Azul

 Ver em tamanho maior »
Claudia Collucci/Folhapress
AnteriorPróxima
Em comemoração de seus 65 anos, ônibus Flecha Azul foi restaurado e fará viagens pelo Brasil até outubro
"Os guardas param para tirar fotos do ônibus, fotos deles com ônibus ao fundo e fotos deles com o motorista, é claro. É uma festa sempre", conta o motorista Marco Ernesto, 11 anos na Cometa.
Seu traje também remete a um passado glorioso do transporte de passageiros, quando os motoristas dirigiam com camisas alinhadas, gravata, quepe e óculos escuros grandes, uma das marcas dos motoristas da Cometa.
Segundo Ernesto, desde que as viagens comemorativas começaram, em agosto, os "busólogos" (aficcionados por ônibus) e nostálgicos estão fazendo vários trajetos. "Dias desses, era tanta gente que praticamente fecharam a rodovia de Belo Horizonte."
No ônibus, havia passageiros de todos os tipos. Os que viajavam somente por causa do ônibus, como o piloto Murilo Cerqueira Ambrósio, 22, não perdiam um só detalhe. Fotografaram o motor, as lanternas e a lataria do veículo.
"Passei vários anos da minha infância nos ônibus da Cometa, fazendo o trajeto São Paulo-Franca-São Paulo porque meu pai trabalhava em São Paulo. Lembro do banco de couro vermelho, parecia uma cama", diz Ambrósio.
O couro legítimo, no entanto, que era usado nos modelos antigos, foi trocado pelo sintético no ônibus retrô. Também foram incorporados vidros fechados, lanternas LED, ar-condicionado e wi-fi.
Outros passageiros estavam em seus deslocamentos normais e se surpreenderam com a viagem comemorativa. O aposentado Masame Tiausa, 76, foi um deles. "Não sabia, foi uma surpresa bacana. Lembrei de quando era adolescente. Morava em Taubaté, gostava de ver os ônibus azuis da Cometa cruzarem a via Dutra."
mesmo preço
Os preços das passagens são os mesmos cobrados normalmente pela empresa para rotas previstas. Uma viagem de São Paulo à Franca no Flecha Azul custa R$ 70,01. A lista de roteiros disponíveis está na internet: www.cometa65anos.com.br.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ALGUNS VEÍCULOS QUE DEVERÃO FAZER PARTE DE NOSSO DIA A DIA EM POUCO TEMPO






RENAULT TWIZY ZE

Twizy Z.E

O modelo Peugeot BB1 vai chegar às ruas em 2012; ele alcança a velocidade maxima de 90 quilômetros por hora 


4.set.2013 - Com um toque no smartphone, o carro elétrico experimental Armadillo-T, produzido na Coreia do Sul, estaciona sozinho e se dobra quase pela metade, liberando espaço em cidades congestionadas. O estranho carrinho de dois lugares tem uma carcaça articulada que lembra um tatu ("armadillo", em inglês). Kim Hong-Ji/Reuters   


domingo, 1 de setembro de 2013

G1- Aposentado de Divinópolis produz réplicas de antigos carros luxuosos

http://glo.bo/1713Qw6


Coleção já chega a oito carros, que vão de Fordinho 1929 a Bel Air 52. 
Próximo trabalho é o Rolls-Royce usado pela presidente Dilma Rousseff.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dono de 'revenda fantasma' preserva carros e vai ao trabalho todos os dias

Revenda de carros em Estrela segue conservada como se estivesse ativa.
Local virou espécie de museu particular, ainda com carros 0 km.

Luciane Kohlmann
Fuscas estão entre as relíquias preservadas pelo dono da revenda (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Fuscas 0 km estão entre as relíquias preservadas pelo dono da revenda (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)
Em Estrela, no Vale do Taquari, a 115 km de Porto Alegre, fica uma concessionária que encerrou suas atividades há cerca de 10 anos. Aos olhos menos atentos, porém, o local parece estar em funcionamento. Pintura recente, plantas bem cuidadas, monitoramento por câmeras e quatro carros 0 km. São três Fuscas e um Santana nunca usados, raridades em meio a veículos rodados. É como se fosse uma viagem ao passado.
Ao chegar perto da vitrine da Comercial Gaúcha, um detalhe chama a atenção: os carros expostos não são mais fabricados. Conhecida como "concessionária fantasma", a loja pertence a Otmar Walter Essig, 79 anos. Discreto, não gosta de aparecer nem de dar entrevistas, mas abriu as portas de seu escritório para contar a história que muitos duvidam na cidade. É lá que seu Otmar ainda cumpre expediente diário, mesmo que não venda um carro há anos.
Em frente à porta da revenda, está estacionado um Santana GLS 2000, ano 1996, que é um dos veículos que ele dirige ultimamente. No escritório, dezenas de arquivos e documentos sobre peças, materiais e funcionários ainda estão alinhados em prateleiras. Uma coleção de chaveiros deixa um tom mais informal.
"Chego aqui todo dia às 6h15, 6h30, e tomo o meu chimarrão"
Otmar Essig
"Essa coleção era da Susi. Trouxe para cá para ficar mais perto de mim", conta ao G1seu Otmar, referindo-se à mulher, que morreu há seis anos. Em uma caixa dos Correios em cima de um balcão, guarda fotos antigas da mulher e também de antigos carros da família, como o Karmann-Ghia. Religioso , montou uma pequena capela em um cantinho da sala e deixa a Bíblia sobre a mesa de trabalho, onde também descansa uma cuia de chimarrão.
"Chego aqui todo dia às 6h15, 6h30, e tomo o meu chimarrão. Às vezes, alguns amigos madrugadores vêm aqui também", explica. Otmar conta que a concessionária existe desde 1969. Na época, era um dos sócios, até assumir completamente a operação em 1974. Segundo ele, era uma revenda conceituada na região.
O problema começou no início dos anos 2000, quando a Volkwagen elevou a meta de vendas. Ele comercializava 25 carros por mês e teria de passar para 60, número "quase impossível", segundo ele. Foi quanto decidiu parar. Demitiu e indenizou todos os 33 funcionários e fez o desligamento com a montadora em 2004. Alguns dizem que foi no final da década de 90. O que é certo é que desde lá, nada mudou de lugar.
Dono de revenda fantasma preserva carros no RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Variedade de raridades chama atenção
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Orgulhoso com o que acabou se transformando em seu museu particular, Otmar mostra os carros que são de uso pessoal: um Fusca branco 86 totalmente original, uma Kombi pickup de 1994 e o esportivo SP2, ano 1975, que é o seu xodó. Os três automóveis estão em uma antiga garagem onde eram realizadas as revisões e os reparos. As ferramentas seguem organizadas na parede. A máquina do cartão-ponto parece à espera dos funcionários. Em um mezanino, é possível ver carcaças de carros antigos que, aos poucos, são consumidas pela ferrugem.
A concessionária ainda preserva carros 0 km que não são mais fabricados. No salão de exposições, um Fusca azul metálico, ano 86, motor 1.6, exibe a placa “última série”. O veículo nunca deixou o local, mas segue com a pintura brilhando. O modelo, que traz novos freios a disco para  a época na dianteira e barra estabilizadora traseira redesenhada para uma melhor performance aerodinâmica, mantém o cheirinho de novo, mesmo passados 27 anos. Ao lado dele, está um Santana Quantum, ano 96, que preserva até os plásticos vindos de fábrica nos bancos e no piso.
Santana Quantum, ano 96, preserva até os plásticos vindos de fábrica nos bancos (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Santana Quantum, ano 96, preserva até os plásticos vindos de fábrica nos bancos (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)
Em uma sala fechada, longe de qualquer curioso, estão guardadas outras duas relíquias 0 km: dois fuscas cor prata, ano 96. São duas unidades da chamada “Série Ouro”, último lote de 1,5 mil veículos fabricados no Brasil. Neste modelo, a fábrica superequipou a versão, com estofamentos diferenciados, desembaçador traseiro, faróis de milha, painel com fundo branco, vidros verdes.
A prova de que as raridades nunca rodaram em um asfalto é a camada grossa de poeira que esconde a maior parte dos detalhes de luxo. Para completar, o descendente de alemães ainda preserva mais de 200 mil peças, a maioria de veículos das décadas de 80 e 90.
Fusca azul, ano 86, é preservado (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Fusca azul, ano 86, é preservado na revenda
(Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)
No lado de fora, o clima é mesmo de concessionária abandonada. Há o espaço onde eram realizadas as lavagens e um pátio gigante sem qualquer vestígio de sujeira onde eram feitas chapeação e pintura. O terreno possui quase 5 mil metros quadrados.
Bem em frente está a oficina mecânica do Enio Schwingel, instalado no local há 23 anos. No passado, a Comercial Gaúcha era a sua principal fornecedora. Atualmente, precisa ir até outros municípios atrás de peças de reposição. O homem diz que ninguém entende por que o dono da revenda mantém há tanto tempo a rotina se a loja não funciona mais.
"Chego aqui às 7h e ele sempre já está na revenda com seu chimarrãozinho. A gente se pergunta por que um homem com uma idade já avançada mantém este patrimônio. Na verdade, a gente acha que é um hobby", especula Enio.
Quando questionado sobre o motivo de continuar repetindo a rotina há mais de 30 anos, Otmar Essig apenas diz que é o seu prazer, seu passatempo. "Tenho dinheiro suficiente para viver", conta. E assim, por volta das 16h, ele encerra o expediente particular e volta pra casa.
Concessionária fica em Estrela, no Vale do Taquari (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Concessionária fica em Estrela, no Vale do Taquari (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)