domingo, 8 de setembro de 2013

G1Mogiano já restaurou mais de 70 carros antigos em duas décadas

Brasinca Uirapuru, esportivo brasileiro de 1966 é o próximo desafio.
Encontro de Carros Antigos de Mogi expõe 150 carros neste domingo.

Jamile SantanaDo G1 Mogi das Cruzes e Suzano

O mogiano Ernesto Casarejos já restaurou mais de 70 carros antigos.  (Foto: Jamile Santana/G1)O mogiano Ernesto Casarejos já restaurou mais de 70 carros antigos. (Foto: Jamile Santana/G1)













A paixão por carros antigos começou na infância, mas o mogiano Ernesto Casarejos Castilho, 57 anos começou a expressar o seu amor pelo que chama de “ferrugens” há 20 anos, quando restaurou o primeiro carro. Duas décadas depois, ele se orgulha ao mostrar as crias: dezenas de raridades automobilísticas que voltaram a funcionar por meio de suas mãos, e hoje enchem os olhos do público em exposições ou circulando por aí. Só no Encontro de Carros Antigos no Aruã, em Mogi das Cruzes, dos 150 veículos expostos pelo Clube de Carros Antigos da cidade, 20 foram restaurados pelo mogiano.
Entre os carros restaurados expostos, estavam o Ford 1928 quatro portas e o Ford 1929 Pick Up. “Comecei a restaurar porque tinha vontade de ter carro antigo. Hoje consegui ter alguns, como um Ford 1931 para fazer, um Fuca 66 quase pronto que tem leva a história da minha família porque teve um único dono e um Gordini 1966”.
“Tudo começou com o meu tio, Luiz Casarejos, que restaurava carros. Eu via ele trabalhar quando ainda era moleque, e ficava encantado com o que ele fazia. Os filhos dele não seguiram a tradição, mas eu sempre gostei. Mais tarde, comecei a restaurar e não parei mais”, contou. Atualmente o restaurador trabalha no maior desafio de sua carreira: restaura um Brasinca Uirapuru, esportivo brasileiro fabricado em 1966. Raríssimo, só foram fabricados 60 unidades. Há estimativa de que ainda existam apenas 20. “Nós chamamos de carros vivos.Vai ser um grande desafio trabalhar nesse carro, estou ansioso”, contou.
Outra obra de arte automobilística destacada pelo restaurador é um Aldee 1988, um esportivo brasileiro. Só foram fabricados 14 unidades. “Estou terminando os detalhes do carro e vou entregá-lo a um colecionador de Minas Gerais. Tenho vários clientes de fora, na verdade 70% dos veículos que trabalho são de fora”, detalhou Casarejos.
Relíquias
Entre os veículos esportivos, o Puma 1978 amarelo sempre chama a atenção. “São sete anos com esse carro, era um sonho de infância colecionar. Um carro antigo é um bem invendável e inemprestável”, disse Ricardo Teixeira, fotógrafo.

Idálécio Bispo de Oliveira, também compartilha da opinião. Está há 21 anos com um Ford Del Rey 1986, que tem peças originais e mais de 390 mil quilômetros rodados.
“Ele está perfeito, funciona até o acendedor de cigarros”, brincou.
Celso Ricardo Pereira de Lima e o Fusca 77  (Foto: Jamile Santana/G1)Celso Ricardo Pereira de Lima e o Fusca 77 rosa
(Foto: Jamile Santana/G1)
O auxiliar financeiro Celso Ricardo Pereira de Lima comprou há dois anos um fusca 77. Seria comum, não fosse a cor do fusca: totalmente rosa. “Foi amor à primeira vista. O rosa é exatamente o atrativo do carro”, garantiu.

Premiação
Um dos carros mais raros apresentados durante o evento foi o Chevrolet Fleetmaster, de 1941. Imponente, o carro despertou a curiosidade dos visitantes do evento pela imponência e detalhes na carroceria. Segundo o presidente do clube, Hermes Pinheiro Filho, outro encontro será realizado em Guararema no dia 29 de setembro. “Vamos premiar com um trofeu para os cinco veículos mais raros e um para o mais antigo”, contou.
Chevrolet Fleetmaster 194, considerado raríssimo pelos colecionadores (Foto: Jamile Santana/G1)Chevrolet Fleetmaster 1941, considerado raríssimo pelos colecionadores (Foto: Jamile Santana/G1
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UOL- Ônibus retrô vira alvo de 'tietagem' nas estradas de São Paulo

Na rodoviária, na estrada e nas paradas nas pequenas cidades, a cena é a mesma. As pessoas se aglomeram e tiram fotos. Muitas. A tietagem é tanta que a viagem chega a atrasar meia hora.
A estrela em questão é um ônibus restaurado da Viação Cometa, o Flecha Azul, um clássico das estradas. Em comemoração aos 65 anos, a empresa restaurou o último modelo, produzido de 1983 a 1999, e fará 65 viagens pelo Brasil até outubro. Antes disso, outros modelos, como o Papo Amarelo, Flecha de Prata e Jumbo, fizeram sucesso.
Na última quinta, a Folha viajou de São Paulo à Franca à bordo do Flecha Azul.
No trajeto de pouco mais de 400 km, o ônibus foi parado quatro vezes por policiais rodoviários. Não era blitz, nem excesso de velocidade.

Flecha Azul

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Claudia Collucci/Folhapress
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Em comemoração de seus 65 anos, ônibus Flecha Azul foi restaurado e fará viagens pelo Brasil até outubro
"Os guardas param para tirar fotos do ônibus, fotos deles com ônibus ao fundo e fotos deles com o motorista, é claro. É uma festa sempre", conta o motorista Marco Ernesto, 11 anos na Cometa.
Seu traje também remete a um passado glorioso do transporte de passageiros, quando os motoristas dirigiam com camisas alinhadas, gravata, quepe e óculos escuros grandes, uma das marcas dos motoristas da Cometa.
Segundo Ernesto, desde que as viagens comemorativas começaram, em agosto, os "busólogos" (aficcionados por ônibus) e nostálgicos estão fazendo vários trajetos. "Dias desses, era tanta gente que praticamente fecharam a rodovia de Belo Horizonte."
No ônibus, havia passageiros de todos os tipos. Os que viajavam somente por causa do ônibus, como o piloto Murilo Cerqueira Ambrósio, 22, não perdiam um só detalhe. Fotografaram o motor, as lanternas e a lataria do veículo.
"Passei vários anos da minha infância nos ônibus da Cometa, fazendo o trajeto São Paulo-Franca-São Paulo porque meu pai trabalhava em São Paulo. Lembro do banco de couro vermelho, parecia uma cama", diz Ambrósio.
O couro legítimo, no entanto, que era usado nos modelos antigos, foi trocado pelo sintético no ônibus retrô. Também foram incorporados vidros fechados, lanternas LED, ar-condicionado e wi-fi.
Outros passageiros estavam em seus deslocamentos normais e se surpreenderam com a viagem comemorativa. O aposentado Masame Tiausa, 76, foi um deles. "Não sabia, foi uma surpresa bacana. Lembrei de quando era adolescente. Morava em Taubaté, gostava de ver os ônibus azuis da Cometa cruzarem a via Dutra."
mesmo preço
Os preços das passagens são os mesmos cobrados normalmente pela empresa para rotas previstas. Uma viagem de São Paulo à Franca no Flecha Azul custa R$ 70,01. A lista de roteiros disponíveis está na internet: www.cometa65anos.com.br.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ALGUNS VEÍCULOS QUE DEVERÃO FAZER PARTE DE NOSSO DIA A DIA EM POUCO TEMPO






RENAULT TWIZY ZE

Twizy Z.E

O modelo Peugeot BB1 vai chegar às ruas em 2012; ele alcança a velocidade maxima de 90 quilômetros por hora 


4.set.2013 - Com um toque no smartphone, o carro elétrico experimental Armadillo-T, produzido na Coreia do Sul, estaciona sozinho e se dobra quase pela metade, liberando espaço em cidades congestionadas. O estranho carrinho de dois lugares tem uma carcaça articulada que lembra um tatu ("armadillo", em inglês). Kim Hong-Ji/Reuters   


domingo, 1 de setembro de 2013

G1- Aposentado de Divinópolis produz réplicas de antigos carros luxuosos

http://glo.bo/1713Qw6


Coleção já chega a oito carros, que vão de Fordinho 1929 a Bel Air 52. 
Próximo trabalho é o Rolls-Royce usado pela presidente Dilma Rousseff.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dono de 'revenda fantasma' preserva carros e vai ao trabalho todos os dias

Revenda de carros em Estrela segue conservada como se estivesse ativa.
Local virou espécie de museu particular, ainda com carros 0 km.

Luciane Kohlmann
Fuscas estão entre as relíquias preservadas pelo dono da revenda (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Fuscas 0 km estão entre as relíquias preservadas pelo dono da revenda (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)
Em Estrela, no Vale do Taquari, a 115 km de Porto Alegre, fica uma concessionária que encerrou suas atividades há cerca de 10 anos. Aos olhos menos atentos, porém, o local parece estar em funcionamento. Pintura recente, plantas bem cuidadas, monitoramento por câmeras e quatro carros 0 km. São três Fuscas e um Santana nunca usados, raridades em meio a veículos rodados. É como se fosse uma viagem ao passado.
Ao chegar perto da vitrine da Comercial Gaúcha, um detalhe chama a atenção: os carros expostos não são mais fabricados. Conhecida como "concessionária fantasma", a loja pertence a Otmar Walter Essig, 79 anos. Discreto, não gosta de aparecer nem de dar entrevistas, mas abriu as portas de seu escritório para contar a história que muitos duvidam na cidade. É lá que seu Otmar ainda cumpre expediente diário, mesmo que não venda um carro há anos.
Em frente à porta da revenda, está estacionado um Santana GLS 2000, ano 1996, que é um dos veículos que ele dirige ultimamente. No escritório, dezenas de arquivos e documentos sobre peças, materiais e funcionários ainda estão alinhados em prateleiras. Uma coleção de chaveiros deixa um tom mais informal.
"Chego aqui todo dia às 6h15, 6h30, e tomo o meu chimarrão"
Otmar Essig
"Essa coleção era da Susi. Trouxe para cá para ficar mais perto de mim", conta ao G1seu Otmar, referindo-se à mulher, que morreu há seis anos. Em uma caixa dos Correios em cima de um balcão, guarda fotos antigas da mulher e também de antigos carros da família, como o Karmann-Ghia. Religioso , montou uma pequena capela em um cantinho da sala e deixa a Bíblia sobre a mesa de trabalho, onde também descansa uma cuia de chimarrão.
"Chego aqui todo dia às 6h15, 6h30, e tomo o meu chimarrão. Às vezes, alguns amigos madrugadores vêm aqui também", explica. Otmar conta que a concessionária existe desde 1969. Na época, era um dos sócios, até assumir completamente a operação em 1974. Segundo ele, era uma revenda conceituada na região.
O problema começou no início dos anos 2000, quando a Volkwagen elevou a meta de vendas. Ele comercializava 25 carros por mês e teria de passar para 60, número "quase impossível", segundo ele. Foi quanto decidiu parar. Demitiu e indenizou todos os 33 funcionários e fez o desligamento com a montadora em 2004. Alguns dizem que foi no final da década de 90. O que é certo é que desde lá, nada mudou de lugar.
Dono de revenda fantasma preserva carros no RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Variedade de raridades chama atenção
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Orgulhoso com o que acabou se transformando em seu museu particular, Otmar mostra os carros que são de uso pessoal: um Fusca branco 86 totalmente original, uma Kombi pickup de 1994 e o esportivo SP2, ano 1975, que é o seu xodó. Os três automóveis estão em uma antiga garagem onde eram realizadas as revisões e os reparos. As ferramentas seguem organizadas na parede. A máquina do cartão-ponto parece à espera dos funcionários. Em um mezanino, é possível ver carcaças de carros antigos que, aos poucos, são consumidas pela ferrugem.
A concessionária ainda preserva carros 0 km que não são mais fabricados. No salão de exposições, um Fusca azul metálico, ano 86, motor 1.6, exibe a placa “última série”. O veículo nunca deixou o local, mas segue com a pintura brilhando. O modelo, que traz novos freios a disco para  a época na dianteira e barra estabilizadora traseira redesenhada para uma melhor performance aerodinâmica, mantém o cheirinho de novo, mesmo passados 27 anos. Ao lado dele, está um Santana Quantum, ano 96, que preserva até os plásticos vindos de fábrica nos bancos e no piso.
Santana Quantum, ano 96, preserva até os plásticos vindos de fábrica nos bancos (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Santana Quantum, ano 96, preserva até os plásticos vindos de fábrica nos bancos (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)
Em uma sala fechada, longe de qualquer curioso, estão guardadas outras duas relíquias 0 km: dois fuscas cor prata, ano 96. São duas unidades da chamada “Série Ouro”, último lote de 1,5 mil veículos fabricados no Brasil. Neste modelo, a fábrica superequipou a versão, com estofamentos diferenciados, desembaçador traseiro, faróis de milha, painel com fundo branco, vidros verdes.
A prova de que as raridades nunca rodaram em um asfalto é a camada grossa de poeira que esconde a maior parte dos detalhes de luxo. Para completar, o descendente de alemães ainda preserva mais de 200 mil peças, a maioria de veículos das décadas de 80 e 90.
Fusca azul, ano 86, é preservado (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Fusca azul, ano 86, é preservado na revenda
(Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)
No lado de fora, o clima é mesmo de concessionária abandonada. Há o espaço onde eram realizadas as lavagens e um pátio gigante sem qualquer vestígio de sujeira onde eram feitas chapeação e pintura. O terreno possui quase 5 mil metros quadrados.
Bem em frente está a oficina mecânica do Enio Schwingel, instalado no local há 23 anos. No passado, a Comercial Gaúcha era a sua principal fornecedora. Atualmente, precisa ir até outros municípios atrás de peças de reposição. O homem diz que ninguém entende por que o dono da revenda mantém há tanto tempo a rotina se a loja não funciona mais.
"Chego aqui às 7h e ele sempre já está na revenda com seu chimarrãozinho. A gente se pergunta por que um homem com uma idade já avançada mantém este patrimônio. Na verdade, a gente acha que é um hobby", especula Enio.
Quando questionado sobre o motivo de continuar repetindo a rotina há mais de 30 anos, Otmar Essig apenas diz que é o seu prazer, seu passatempo. "Tenho dinheiro suficiente para viver", conta. E assim, por volta das 16h, ele encerra o expediente particular e volta pra casa.
Concessionária fica em Estrela, no Vale do Taquari (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)Concessionária fica em Estrela, no Vale do Taquari (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)

domingo, 28 de julho de 2013

G1-Hamilton alcança 'milagre' na Hungria e conquista 1ª vitória com Mercedes

Após danificar bico em toque com Rosberg na primeira volta, Felipe Massa faz corrida discreta e chega em oitavo. Raikkonen e Vettel completam pódio

Por GLOBOESPORTE.COMBudapeste, Hungria
Logo depois de cravar a pole position para o GP da Hungria no treino classificatório de sábadoLewis Hamilton manteve os “pés no chão” e afirmou que um triunfo neste domingo em Hungaroring seria muito difícil: “Temos uma colina íngreme para escalar por causa dos pneus, e será um milagre se ganharmos. Sinto que a vitória ainda está um pouco distante”, disse. Milagre pedido, milagre feito. Com uma atuação impecável, o campeão mundial de 2008 conseguiu administrar o desgaste dos pneus na quente tarde de Budapeste (35º C) para, enfim, “ir às alturas” com sua primeira vitória na Mercedes, após seis anos na McLaren. Confira os melhores momentos da prova no vídeo. A TV Globo exibe a corrida na íntegra nesta noite, logo após a série “Revenge”.
- Que grande fim de semana. O trabalho em equipe atingiu este resultado hoje e não poderia estar mais feliz. Parece que milagres acontecem - escreveu Hamilton nas redes sociais.
Depois da prova, em entrevista às TVs, ainda dedicou o feito à ex-namorada, a cantora Nicole Scherzinger, em uma tentativa de reatar o relacionamento que durou cinco anos.
Belo duelo entre Vettel e Raikkonen
Possíveis companheiros de RBR em 2014, o alemão Sebastian Vettel e o finlandês Kimi Raikkonen protagonizaram um acirrado duelo nos instantes finais pelo segundo lugar. O tricampeão tentou um bote no rival da Lotus a três voltas do fim, mas o "Homem de Gelo" - que apostava em uma estratégia de uma parada a menos - fechou a porta e segurou a posição, deixando o rival com o degrau mais baixo do pódio (reveja a disputa no vídeo). Kimi não levou seu carro para a garagem, parando metros depois da linha de chegada. Mas a comissão de prova identificou o mínimo de um litro de combustível em seu carro e, por isso, não aplicou nenhuma punição.
Hamilton pódio GP Hungria (Foto: Getty Images)Hamilton celebra sua primeira vitória com a Mercedes na Fórmula 1 (Foto: Getty Images)
Largando em sétimo, Felipe Massa teve atuação discreta. O brasileiro se envolveu num toque com Nico Rosberg (Mercedes) logo na primeira volta, quebrando uma parte do bico de sua Ferrari. Com a asa danificada, enfrentou dificuldades para imprimir um ritmo forte e teve que se contentar com a oitava posição. E a performance dos carros vermelhos não era das melhores. Fernando Alonso também teve atuação apagada, fechando em quinto, logo atrás de Mark Webber (RBR). Após a prova, o espanhol foi investigado por usar a asa móvel em três ocasiões com mais de 1s de diferença para o carro da frente, o que não é permitido, mas escapou de punição. A Ferrari foi multada em 15 mil euros (R$ 45 mil).
Felipe Massa GP Hungria (Foto: EFE)Discreto, Felipe Massa terminou a prova em oitavo após fazer boa largada (Foto: EFE)
Grosjean recebe duas punições
Se Alonso passou "impune", o mesmo não se pode dizer de Romain Grosjean, uma das grandes atrações da corrida. O francês foi dos que mais mostraram ousadia no travado circuito de Hungaroring e terminou em sexto. Porém, na mira dos comissários pelos inúmeros incidentes do ano passado, acabou levando duas penalidades para casa. Primeiro, recebeu um drive-through (passagem pelos boxes) por usar a parte de fora da pista para completar uma ultrapassagem sobre Massa, que, inclusive, considerou a punição exagerada. Além disso, depois da prova recebeu umo acréscimo de 20s em seu tempo total em razão de um incidente com Button. Como a diferença dele para o sétimo (o próprio Button) era de 21s, a penalidade não alterou o resultado final da prova.
Foi a 22ª vitória de Hamilton na carreira, a primeira com as “Flechas de Prata”. Um triunfo que serve para silenciar os críticos que condenaram sua saída da tradicional McLaren para apostar em novos ares na emergente Mercedes. Aposta essa que se mostrou acertada em 2013, evidenciada ainda mais pela péssima fase que atravessa sua ex-equipe, que terminou mais uma vez no pelotão intermediário: Jenson Button terminou em sétimo, e Sergio Pérez, em nono. Curiosamente, foi o ex-companheiro de Hamilton na McLaren, Button, um dos responsáveis pela vitória do britânico, ao segurar Vettel por muitas voltas na primeira metade da prova. Pastor Maldonado completou o top 10 e conquistou o primeiro pontinho na temporada para a Williams, outro time inglês que enfrenta dificuldades.

De quebra, o resultado coloca Hamilton de vez na briga pela taça. O britânico chegou aos 124 pontos e se aproximou dos rivais na classificação. Mas a principal mudança na tabela após dez das 19 etapas disputadas fica por conta de Raikkonen, que supera Alonso e assume a vice-liderança com 134 pontos, um à frente do espanhol. No topo, Vettel aumentou um pouco mais sua vantagem e lidera com 172. A Fórmula 1 agora entra nas tradicionais férias de meio de ano e só volta daqui a um mês, com o
 GP da Bélgica, de 23 a 25 de agosto.Kimi assume a vice-liderança
Hamilton pódio GP Hungria (Foto: EFE)Raikkonen e Vettel completaram o pódio do GP da Hungria (Foto: EFE)
Header_corrida (Foto: arte esporte)
Massa e Rosberg se tocam na primeira volta
Hamilton largou bem e manteve a ponta. Vettel se arriscou e espremeu Grosjean na esquerda para segurar a segunda posição. O francês da Lotus ainda teve que suportar  a pressão de Alonso, que havia superado Rosberg. Massa foi outro que começou bem. Partindo em sétimo, ganhou a posição de Raikkonen. Mas ao tentar atacar Rosberg, acabou tocando no pneu traseiro direito do alemão, perdendo um pequeno pedaço do bico de sua Ferrari. Com o incidente, Nico caiu para a 12ª posição, e o brasileiro subiu para quinto.
Hamilton largada GP Hungria (Foto: AP)Largada do GP da Hungria, décima etapa da temporada 2013 (Foto: AP)
O britânico da Mercedes conseguiu administrar uma vantagem confortável para Vettel nas primeiras voltas. O alemão da RBR era seguido de perto por Grosjean. Um pouco mais atrás vinha Alonso. Com a asa dianteira danificada, Massa tinha dificuldades para acompanhar o ritmo do companheiro de Ferrari e admitiu à equipe pelo rádio que o carro estava saindo de frente.
Hamilton foi o primeiro dos ponteiros a parar nos boxes, na volta 10, retornando à pista em oitavo, logo atrás de Button. Vettel assumiu a liderança provisória até fazer seu pit stop duas passagens depois. O tricampeão também voltou depois de Button, mas a essa altura Hamilton já havia passado o inglês da McLaren e estava mais à frente - o que, no fim, se mostrou vital para a vitória. Grosjean se manteve um pouco mais de tempo na pista, liderando por algumas voltas.
Vettel chega a tocar em Button
Por não ter anotado tempo no treino classificatório, Webber largou em décimo com pneus médios – contra macios dos rivais que começaram na frente. Com compostos mais resistentes, o australiano apostava em uma estratégia diferente, seguindo na pista e assumindo a ponta. Button, em terceiro, era mais um com pneus médios a retardar a parada nos boxes. O britânico passou então a segurar as investidas de Vettel. Os dois chegaram a se tocar, e o alemão perdeu parte do bico. Grosjean e Alonso acompanhavam de camarote o embate.
Aconselhado pela equipe, Vettel reduziu o ritmo e deixou Button se afastar para evitar desgaste de pneus. No entanto, o alemão começou a sofrer pressão de Grosjean e precisou fechar a porta em um belo duelo. Enquanto isso, mais atrás, ao tentar tomar a oitava colocação de Sutil, Massa perdeu um pouco de tração na manobra e acabou abrindo espaço para Raikkonen tomar sua posição.
E foi Sutil o primeiro a abandonar a prova (volta 21), justamente na corrida que marcava sua 100ª participação na Fórmula 1. Segundo a Force India, o carro do alemão teve uma pane hidráulica. Ao parar nos boxes, ele ainda teve problemas na fixação de uma das rodas, e o bólido foi recolhido para a garagem.
Hamilton volta à ponta
Na volta 24, Webber enfim fez seu primeiro pit stop. Com isso, Hamilton reassumiu a ponta. Vettel finalmente conseguiu deixar Button para trás e subiu para segundo. Com pneus desgastados, o britânico “abriu a porteira”. Ao ver Grosjean ao seu lado, tentou fechar a porta e chegou a tocar no francês. Na sequência, perdeu também a posição para Alonso, indo para os boxes logo depois.
Hamilton GP Hungria (Foto: Reuters)Calor em Budapeste faz imagem de Hamilton diante de torcida parecer uma pintura (Foto: Reuters)
Após o toque com Button, a Lotus identificou uma suspeita de furo em um dos pneus de Grosjean e antecipou sua segunda parada. Pelo menos, retornou em sétimo, à frente do inglês, evitando um possível novo duelo. Em seguida, o francês deu o bote em cima de Massa e subiu para sexto. O brasileiro também perdeu posição para Button.
Na volta 30, Hamilton liderava tranquilamente, com uma vantagem de mais de 10s para Vettel. Mas após perder muito tempo com Button, o alemão da RBR forçava o ritmo e ia descontando aos poucos a desvantagem para o piloto da Mercedes.
Uma passagem depois, Hamilton fez seu segundo pit stop e retornou em quarto. Vettel assumiu a ponta, seguido por Alonso e Webber. A essa altura, Massa – que também já havia visitado os boxes duas vezes – ultrapassava Hulkenberg e subia para nono. Hamilton rapidamente deixou Webber para trás. Com os pit stops de Vettel e Alonso, o britânico novamente passou para a liderança, seguido pelo australiano da RBR e por Raikkonen, ambos com uma parada a menos.
Grosjean punido por manobra sobre Massa
Por ter passado por fora da pista para ganhar a posição de Massa, Grosjean foi punido com um drive-through (passagem direta pelos boxes) e acabou saindo da briga pelo pódio. A direção de prova interpretou que o francês ganhou vantagem com a manobra. Pelo rádio, o piloto mostrou surpresa com a penalidade: “Por quê?”, gritou espantado.
Completadas 40 das 70 voltas, Hamilton liderava com 2s5 de vantagem sobre Webber. Cinco segundos depois aparecia Raikkonen. Bem mais atrás estava Vettel, com boa vantagem sobre Alonso. Massa era oitavo.
Com táticas diferentes dos demais, Webber e Raikkonen foram para os boxes para o segundo pit stop, voltando, respectivamente, em terceiro e quarto. O líder Hamilton fez o terceiro pit stop na 51ª volta e retornou logo atrás do australiano da RBR. Mas o britânico, com pneus mais novos, logo deixou Webber para trás, evitando perder segundos preciosos. Com uma parada a menos que Hamilton, Vettel era o novo líder.
Hamilton lidera
Na 56ª volta, Vettel foi para os boxes pela terceira vez, retornando em quarto, atrás de Webber e Raikkonen. O alemão então tinha 14 voltas para tirar a desvantagem do companheiro de RBR e de seu possível parceiro de time em 2014 para chegar, pelo menos, em segundo. Enquanto isso, Hamilton voltava para a ponta, com pista livre para a vitória.
Depois de usar três jogos de pneus médios, Webber foi para os boxes, colocou pneus macios e foi para a pista em quarto, para tentar uma arrancada final. Com isso, Raikkonen subiu para segundo, e Vettel, para terceiro. Dez segundos atrás do companheiro de time, o australiano virava 1s5 mais veloz.
Fogo em carro de Rosberg
Em um fim de semana complicado, Rosberg pressionava Massa na luta pela oitava posição. Mas para alívio do brasileiro, não era dia do alemão da Mercedes. Na passagem de número 65, seu motor estourou. O carro ainda teve um princípio de incêndio, e Nico precisou abandonar.


Vettel tenta bote em Kimi no fim
Webber não conseguiu manter ritmo forte o suficiente para chegar em Vettel. Sem a pressão do australiano, o alemão decidiu então partir para cima de Kimi. A três voltas do fim, tentou o bote no finlandês. Mas o "Homem de Gelo" fez jogo duro e segurou a segunda posição, provocando reclamações do menino-prodígio da RBR. Enquanto isso, Hamilton rumava com tranquilidade para receber a bandeira quadriculada em primeiro.
Header_resultado (Foto: arte esporte)
1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 70 voltas
2) Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) +10s09
3) Sebastian Vettel (ALE/RBR) +12s4
4) Mark Webber (AUS/RBR) +18s
5) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) +31s4
6) Romain Grosjean (FRA/Lotus) +32s2
7) Jenson Button (ING/McLaren) +53s8
8) Felipe Massa (BRA/Ferrari) +56s4
9) Sergio Pérez (MEX/McLaren) + 1 volta
10) Pastor Maldonado (VEN/Williams) + 1 volta
11) Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) + 1 volta
12) Jean-Eric Vergne (FRA/STR) + 1 volta
13) Daniel Ricciardo (AUS/STR) + 1 volta
14) Giedo van der Garde (HOL/Caterham) + 2 voltas
15) Charles Pic (FRA/Caterham) + 2 voltas
16) Jules Bianchi (FRA/Marussia) + 3 voltas
17) MAx Chilton (ING/Marussia) + 3 voltas
Abandoram:
Paul Di Resta (ESC/Force India)
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
Valtteri Bottas (FIN/Williams)
Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber)
Adrian Sutil (ALE/Force India)
Arte circuito de Hungaroring, GP da Hungria de Fórmula 1 (Foto: Infoesporte)